sábado, 6 de junho de 2009



"É preto, é cor, é raça, é infinitamente contraste com o que é branco, que tão igualmente cor e raça, deu quina, bem formada, delicadamente construída pelo destino, branco e preto deu sim quinteto.

Quinteto de singularidades, de caminhos bem traçados, unidos em algum instante, mesmo separados por quilômetros, faz caprichosamente eles cinco.

Santos o Amaro e o Matheus, que criaram seus filhos, deu lhes base, e os fizeram crescer. Irmãos, primeiro dupla e trio, resultante um novo, há uma década, grupo somado.

E não o bastante trataram de expandir. Da vela ao berço, aprendizado. Se a lua é cheia na Sul, na Leste é reduto abençoado por Deus... E sem delongas, compositores de alma, músicos por excelência, rebeldes por histórias, inteligentes por inovação. Enfim, agradavelmente competentes e únicos.

Em seus passos, vitórias. A primeira delas detentora de uma riqueza aqui mesmo deste país de araras e bananas, e nela parafraseando o nome daquele que um dia presidiu esta república. Já na segunda vitória despertou um sentimento, aquele mais nobre, popular por excelência, que adorou ter acrescido ao curto mês do carnaval mais três dias. Tão recente patrimônio; não sei se da humanidade, mas daqueles que acreditam na verdade de que o samba tira todo mal que há no viver.

Assim caminham, afastando o comum, acrescendo melodias e letras tão originais quanto a simplicidade que lhes é peculiar. Agregando amigos, que fazem de Magnu, Maurílio, Casca, Everson e Vitor, muito mais que cinco... Eles são a extensão daqueles que por bom senso acreditam no quão óbvio é o poder do samba, e afirmam categoricamente que quinteto, só mesmo o branco e preto."

Deise Giovanini

Minha breve crônica ao melhor grupo de samba da atualidade...

Parabéns pela indicação ao Prêmio da Música Brasileira.