O Carnaval como Mercadoria: A cultura em xeque!
Chegando ao final de 2008, percebi que faltou comentários a respeito do meu TCC.
Foram mais de seis meses de entrevistas, correrias, dinheiro gasto, quebra paus, ouvindo meu orientador falar abobrinha, e vendo que tudo isso no final valeu a pena.
O Radiodocumentario de 5 capítulos ficou muito bom! Não como imaginei, a narração não me agrada e o último capítulo, que foi imposição do meu orientador, foi um desfecho que eu gostaria que tivesse sido diferente!
Falar sobre o carnaval de São Paulo, e principalmente a respeito da mercantilização de tal produção cultural artística, me fez atentar que não existe arquivos decentes a respeito do samba de São Paulo. Com pouca informação arquivada, o carnaval de São Paulo está guardado na cabeça daqueles que ainda vivos, relembram em mesas de bar o que aconteceu quando nem o Anhembi e muito menos a Globo pensava em invadir a paulicéia do samba.
Fruto maior de todo esse trabalho foi com certeza os amigos que fiz.
Todos aqueles que participaram diretamente, sendo parte ativa da história contada, hoje são amigos. Relembro aqui em primeiro a Velha Guarda Musical do Camisa Verde e Branco, que até hoje me recebe no "escritório" com um sorriso largo e almejando que eu volte sempre. E a escola da Barra Funda, ainda me deu outro amigo, um maloqueiro da ala de compositores do Camisa, o campeão do samba deste ano, Xande! E eles trouxeram mais pessoas que vim a conhecer depois, e disso tudo ficou a vontade de escrever sobre a mais antiga escola de samba de São Paulo, o Camisa, que desde seu tempo de cordão iniciado em 1914 com Dionisio Barbosa, é fonte essencial quando o assunto é carnaval de São Paulo.
Conheci garotos como o Praxedes, presidente do Quilombo, que também me possibilitou conhecer tantos outros. Abriu a porta de sua festa, deixou que eu trabalhasse naquele dia caloroso de outubro, e até hoje tenho o prazer de ver o trabalho desse moço!
Um grande amigo que esse trabalho me deu está escondido la perto da Av. Imirim. Júnio do Peruche, que de fonte, passou a amigo confidente, e que com ele vieram tantas novidades boas, sambistas esquecidos pela midia, pelo samba, pela gente hipócrita do samba...
O Prazer de ter Osvaldo Barros como amigo. Osvaldinho da Cuíca, me proporcionou conhece - lo durante 8 horas em sua residência, e ali foi feito um laço que dura. O homem que transformou o Vai-Vai de cordão em escola de samba, é parte fundamental da história do samba de São Paulo e de seu Carnaval.
E foram tantos outros... tanta gente que eu tenho o prazer de conviver hoje. Que me pode fazer uma pessoa um pouco melhor informada a respeito dessa paixão que é o samba de São Paulo.
Logo colocarei meu TCC em capítulos aqui, mas antes de falar tecnicamente a respeito dele, precisei mencionar o lado humano e gratificante que foi a realização.
O mundo das escolas de samba está cheio de gente de bem. Gente que acredita na escola como um instituição não falida, que pode ser cultivada, que ainda pode alimentar seu passado, glorificando-o. A escola de samba de São Paulo pode ser muito mais do que vemos na TV... Ela é formada por alguns homens e mulheres, que dão a vida, a alma e as vezes a dignidade à ela... Só que estas pessoas não estão nos livros... elas estão por ai, brigando pela causa, correndo atrás do prejuizo... basta levantar da cadeira!
Deise...
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Um comentário:
POXA MEU AMOR, CADA VEZ QUE LEIO ALGO NO SEU BLOG FICO COM MAIS CERTEZA QUE AINDA VAMOS LUTAR MUITO PQ TEMOS SOLDADOS ,À POSTOS,QUE ESTÃO NUM FRONT DE BATALHA QUE SÓ NÓS QUE FOMOS CRIADOS DENTRO DAS ESCOLAS DE SAMBA(FLOR DE VILA DALILA...NENÊ DE VILA MATILDE...BLOCO MARAVILHA...)SABEMOS O QUE ERA SER UM PASSISTA,RITMISTA DA "COMUNIDADE"(ESSA PALAVRA TA MAIS FAMOSA DO QUE OS BACK STREET BOYS...DESCULPE O INGLÊS).
BOM SÓ VOU FAZER DUAS CRÍTICAS AO SEU COMENTÁRIO:
1º= VC COLOCA LÁ EM CIMA QUE : A CULTURA ESTÁ EM XEQUE. DESCULPE,NESSE CASO O "XEQUE" É COM "CH",PORTANTO,CHEQUE!!!!!!!
2º= DÁ PRA VC ME DAR ESSE TCC PQ EU QUERO VER? BJÃOOOOOOOOOOOOO!!!!
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